Quando se passa por uma gripe forte, um sério problema estomacal e se chega na segunda gripe – que, diga-se de passagem, vem acompanhada de uma crise de garganta daquelas – você começa a ser um pouco paranóico. Acha que forças místicas estão colocando os dedões malignos delas no seu c* e rodando da pior maneira possível.
Tenho pensado sobre isso esses dias e só cheguei a duas conclusões: alguma coisa em minhas doenças afetou minha caxola e eu já to pensando besteira demais, ou eu to jogando tanto RPG que minha sanidade começa a ir embora... A verdade é que não importa muito lá o que acontece de verdade, a paranóia me fez olha mais pra minha vida e isso é bacana. De repente comecei a não mais me ver como o cara que vive o momento, mas alguém pertencente a uma conjuntura maior e, diga-se de passagem, levemente caótica para minha total e completa loucura.
Enfim, falando sobre este que vos escreve e que agora olhou mais pra si mesmo: faltam umas 14 disciplinas para terminar meu curso de Letras e isso tem me deixado meio fulo da vida, pois prova não só que eu estou consideravelmente atrasado, mas que possivelmente eu fui mais que negligente em minha vida universitária e agora tenho que correr atrás do tempo perdido. Pra piorar, assistir aula pra mim é o pior purgante que alguém poderia me dar...
Voltei a trabalhar e aparentemente isso tem sido bom, mas vendo bem eu só pego emprego fuleiro: acabo sempre trabalhando demais porque não quero deixar os alunos sem assistência, mas ganho pouco, o que não ajuda muito. Pra variar meu cartão tá mais que estourado e seu eu não me cuidar a Credicard vem aqui na minha casa bater na porta e pedindo pr’eu pagar nem que seja com meu corpo, o que, convenhamos, não estou muito a fim de fazer... Possivelmente minhas contas vão piorar, já que as lojas Americanas já estão vendendo o terceiro – e espero que último – filme do Homem-Aranha, e como fã não posso deixar de comprar.
Falando em coisas que eu quero comprar, mas ando sem grana e possivelmente não vou comprar, a Panini tem soltado vários encadernados Marvel comemorando os 40 anos da editora americana em terras brasilis. Assim, estórias clássicas do Cabeça-de-teia, do Quarteto, Vingadores e X-Men estão nas lojas deixando fãs clássicos como eu com os cabelos em pé, fora coisas que nunca vi antes no Brasil, como o encadernado com as tiras do Aranha escritas por Stan Lee – livro para colecionador nenhum botar defeito – e as primeiras histórias do Monstro do Pântano – dessa vez pela Pixel Magazine. E falando em Pixel, a editora das estórias desordenadas e cronologias bagunçadas, os caras resolveram lançar o primeiro volume de Spawn, a única coisa que sobrevive na Image – por sinal, essa editora ainda existe? Como ela anda no mercado americano? O que eles estão lançando? Quem souber de alguma coisa me fala, por favor – e a nova fase do demônio de Macfarlane que sobrevive mais pelos amigos do cara que pelo enredo mesmo – afinal, como ficou a saga do Simmons depois que ele matou o Maleobógia junto da Ângela? Os que souberem me avisem isso também, please – e isso é só uma ponta do iceberg de quadrinhos que tem saído aqui no Brasil. Até Bleach eu já vi, o que tem me dado prova de como os mangas, animes e funssubers têm ajudado a disseminar a cultura nipônica desse lado do Atlântico, mas que o leitor brasileiro ainda é burro, porque não consegue fazer quadrinhos europeus viverem por muito tempo aqui – tira-se por Dylan Dog, um dos melhores quadrinhos do Velho Mundo que aportou aqui, mas só sobreviveu por meio de aparelhos e rezas de alguns poucos fãs. E, pra completar, não mais falando de quadrinhos, mas de RPG, Reinos de Ferro está aí e eu estou sem dinheiro aqui. Isso é uma p****!
Bem, já falei de cultura underground demais. Falando de amigos, a vida anda muito bem, mas com algumas faltas. Tenho sentido saudade de amiga Ivana e nossas longas conversas – ó, Ivy, inunde minha mente com vossa sabedoria – o que quase me faz desejar voltar a trabalhar no interior só para vê-la – mas ela está no Prolin, então acho que eu tenho que ir pra lá. Também sinto falta da Yara e seus irmãos, eles animavam meus dias com um jeito de ser muito próprios, uma união fraterna incomum pra mim e que eu admirava pra caramba. O Ed criou vergonha e pediu a menina em casamento, fato que me trouxe muita felicidade e eu gostaria de vê-los com uma certa regularidade, mas não tenho feito – o que me faz pensar que talvez eu mesmo tenha criado essa distância e não fui atrás de resolvê-la, de qualquer jeito, Holandas, Ed, tudo de bom pra vocês. Espero que a gente se veja numa encruzilhada dessas da vida.
Lu Santos também não é uma pessoa tão constante em minha vida atualmente e eu sinto falta de saber como a garota está. Amiga Rute, sempre presente e constante, tem me passado notícias de minha ruivinha e essas estão sendo boas, o que me causa felicidade, já que a Lu passou por muita coisa chata e tudo o que ela merece é uns dias de paz nesse momento. Então, Lu, caso elia isso, não parei de zelar por você em minhas orações. Felicidades sempre, garota!
Amigo Bruno L. também anda um pouco longe, já que ele tá quase se formando na UECE, mas a gente continua em mesas de RPG e novamente estamos como jogadores na mesma mesa, uma coisa que eu queria faz tempo. O projeto de D&D do M.A.C.O.D. também tem feito a gente se ver com uma certa regularidade e é legal estar empolgado com Ishmael e Faerûn de novo, agradeço Bubu pela possibilidade.
Falando em “Brunos”, faz um tempo que não visito família Rosado e isso tem me deixado um pouco impaciente. Sinto saudades daquele pessoal, mas minhas doenças constantes e as provas do Bruno R. não dão tempo para uma visita mais longa, de qualquer forma eles estiveram aqui no aniversário do Renan e isso foi legal. E puxando o assunto Bruno R., uma galera do 2º Ano tem procurado pela gente de novo: Kamila, Nathália Bouth, Jardel... Sinto como se estivesse com 30 anos e as pessoas começam a querer ver como está a vida umas das outras. Muito doido esses sentimentos.
Por falar em pessoas distantes, finalmente, depois de quase dois meses, a Luciana Frutuoso me ligou. Sempre falo que um tempo longe da Lu faz um bem e um mal danado, pois se ela não liga eu imagino que tudo vai bem – notícia ruim sempre chega primeiro –, mas se ela não liga eu fico pensando se as coisas vão realmente bem ou ela não quer me contar. Enfim, no final sempre tem saudade que aumenta e diminui quando há ligação dela. Fazer o que?
E umas pessoas têm me feito uma ou outra pergunta sobre coração – pra ser direto: Rute, Fred, Monique e Riane, a namorada do Fred – bem, revelando as cartas, ando numa situação complicada – só pra variar – com uma pessoa, mas a gente têm se dado muito bem e eu realmente ando feliz com aquilo que temos vivido. É o tipo de relacionamento que eu tenho descoberto que adoro viver, apesar de seus pontos negativos, e que tem sido gostoso e divertido na medida certa. De uma forma bem única, eu descobri que possuo muitas neuras e ela – e nós – com seus sentimentos, tem feito eu resolver boa parte delas. Bem, mas não vou dizer quem é essa pessoa, por uma questão de puro egoísmo: o que a gente está vivendo é muito único e pessoal e eu espero viver isso só entre a gente, não dividir com ninguém mais. Basta dizer, e eu sei que muitos dos meus amigos vão entender isso, ela é MUITO parecida comigo, em vários aspectos – até mesmo naqueles que a cabeça suja de vocês está pensando.
Pra finalizar, aqui em casa tudo tem ido bem. Acho que me acostumei à letargia que minha família vive, mas eu tenho meus próprios planos para resolver isso. Meu irmão ainda acha que eu sou um egoísta, e eu adoro isso. Meus primos estão cada vez mais próximos e isso é muito legal. Meus pais estão na de sempre deles e eu desisti de tentar achar uma solução para um caso que nem meu não é – eu e minhas coisas. Só acho chato quando a casa fica abarrotada de gente – tem dias em que eu fico impaciente com isso – mas eu tenho aprendido que isso também pode ser legal.
Minha casa e meu corpo andam com um cheiro diferente e a mudança tem feito tanto barulho quanto um caracol andando. As coisas parecem estar rumando para algum lugar e eu sei que, apesar de todas as pedras – sejam elas drummonianas ou não –, tudo vai bem. Afinal, não sou o tipo de cara que não encontra razões para se sentir feliz, pelo contrário, todo dia é razão para sorrir e aproveitar a vida.
Mesmo com doenças constantes.